terça-feira, 15 de abril de 2008

Ciclos... |LandArt|

Trabalho realizado para a cadeira de Teoria da Arquitectura.

Iolanda Rio Dulce Pereira Telmo Lourenço Margarida Fleming


Wrapped in Plastic * | LandArt|

Trabalho sobre LandArt para a cadeira de Teoria da Arquitectura
|Pedro Pinella, Tania Martins, Bruno Almeida, Joana Bico|

Parte I



Parte II

segunda-feira, 7 de abril de 2008

"Let's take a walk around Braga!"


Trabalho realizado para a cadeira de Projecto II.

Objectivo: Encontrar quatro aspectos bons e quatro maus da nossa cidade natal.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Características diferenciadoras das geometrias do séc. XX

1. Estranhamento:

a) da totalidade da obra;
b) de uma parte da obra;
c) do seu ornamento.


2. Abstracção:

a) aplicando uma lei geométrica própria do edifício;
b) coexistindo várias leis num mesmo edifício, relacionadas por:
b.1) sobreposição;
b.2) volta / rotação;
b.3) enviezamento;
b.4) translacção;
c) várias leis independentes num mesmo edifício.


3. Fragmentação:

a) utilização da geometria de orma parcial;
b) eliminação de fragmentos da forma resultante;
c) fragmentação complexa da forma.


4. Desaparecimento de toda a lei geométrica.



Como resposta a este tema foi-nos proposta a realização de um trabalho de pesquisa de uma obra arquitectónica para corresponder a cada um dos pontos destas características geométricas. Esse trabalho encontra-se publicado neste blogue denominado de "Características diferenciadoras das geometrias do séc. XX" e com data de publicação a 8 de Janeiro de 2008.

Arquétipo / Protótipo


Arquétipo:


Modelo primeiro dos seres criados; considerado como protótipo ideal; padrão, o criador do Universo.

O arquétipo mais perfeito é uma cabana primitiva:



Construção da cabana:
1. Montar - Nó - criar uma estrutura para criação do fogo;
2. Modelar - Fogo - o espaço interior;
3. Tecer - Grinalda - união de duas peças.




Protótipo:


Primeiro tipo; o modelo mais perfeito.

Procura do protótipo:
1. Forma arquitectónica;
2. Modifica o entorno;
3. Transmite sensações.

Mundo sem forma - O Informe


"Da fragmentação ao informe"


1. Mundo sem forma;
2. Procura da quebra do limite;
3. Ausência de limites;
4. Constante mudança;
5. Acção do tempo.


Formas do Informe:

1. Fraturas: Volumes rotos;

2.Distorções: Paisagens artificiais;

3. Encurvados: Organicismos descompostos.






História das formas: A procura da beleza


Neolítico

As formas vêm como consequência da utilização das ideias construtivas do sistema estrutural da cobertura.


Mesopotânia

Cúpula como modelo arquetipo da arquitectura mesopotâmica; utilização de métodos construtivos circulares.


Egipto

Ideia de simetria; atracção simples - pirâmide; capacidade de síntese.


Grécia


Templo como edifócio principal; procura da harmonia e beleza perfeitas através de proporções numéricas:

  • diapasão - geometria;
  • diapeste - aritmética;
  • diateserão - armónica.

Roma


1. Estudo geométrico da beleza;

2. Estudo harmónico da beleza;

Questões funcionais como objectivo; utilização da simetria.



Gótico

Interior/estrutura mostrado para o exterior.


Renascimento

Procura da beleza:

1. Proporção;
2. Relação com as partes;
3. Simetria;
4. Ordem.

Utilização de proporções numéricas/harmónicas para conseguir proporcionar à vista algo agradável.

"Teoria dos corpos simples" de Platão: Cinco corpos criam uma harmonia numérica:

Mandamentos da forma arquitectónica de Peter Eisenman


Peter Eisenman exerceu duas actividades, como projectista e como investigador/teórico daquilo que significa a arquitectura, tendo sempre como base de estudo o movimento moderno na Europa e Le Corbusier. Considerou a geometria como geradora da ideia e que para compreender a arquitectura era necessário compreender a forma pura e seu processo (ponto – linha – plano – tempo).



Incluído no Movimento dos "Five" ("Poesia Racionalista"), juntamente com Michael Graves, Charles Gwathmey, John Hejduk e Richard Meier, tratava o objecto arquitectónico como uma escultura e o objecto formal com geometria própria. Procurou a pureza formal, ignorando os pontos do tetraedro arquitectónico, pois considerou que o movimento moderno não tem funcionalismo devido à falta de liberdade.












Utilizou o cubo como base estratégica do seu desenho, pois só através dos elementos puros (ponto; linha; plano) é que se conseguia entender totalmente a arquitectura.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A Geometria e Le Corbusier


No séc. XX a maneira de ver a arquitectura muda. Le Corbusier decide fazer uma busca para conhecer o Universo e tentar relacionar a arquitectura com as questões do Mundo, para o qual faz inúmeras viagens para conhecer e analisar a arquitectura. Estabelece uma ligação com Roma, e não percebe porque não se usa a geometria e a matemática nos projectos. Le Corbusier olha, analisa e tira as suas próprias conclusões:


Objectivos da Geometria

  • Utilitas - a geometria simplifica o processo de criação e a formalização da ideia em planta. A geometria ajuda e simplifica.

  • Firmitas - a geometria simplifica o processo de construção e permite a repetição dos conhecimentos.

  • Verustas - a geometria contribuiu para a descoberta da perspectiva e ao prazer visual da observação.

Em 1945 Le Corbusier cria "Le Modulor", fazendo mais uma vez do homem modelo para a arquitectura.
Este, com o apoio da secção áurea e da sequência de Fibonacci, faz com que o homem corresponda a cada parte geométrica, criando um modelo geométrico para a arquitectura utiliza com base num homem com 1,80m de altura (considerado como o homem ideal). Estabelece então duas séries geométricas: a série vermelha e a série azul.

Para Le Corbusier o urbanismo vem antes que a arquitectura.
A geometria também foi um grande contributo para a projecção das suas obras a nível urbanístico.


Tomemos como exemplo o "Plan Voisin" idealizado por Corbusier para Paris em 1920:

O "Plan Voisin" visava atingir oito objectivos:



- tirar a densidade da cidade, cada parte da cidade tem a sua função;

- para projectar a nova cidade, Corbusier analisa como foi construída a cidade antiga;

- organização da cidade em conjunto com o que já estava feito;

- necessidade de urbanismo aliou-se à necessidade de geometria;

- planta da cidade divide as zonas numa trama em cruz;



- importância dada à utilização da geometria nos desenhos;

- em desenho, a linha do horizonte ficava sempre alinhada com o cimo das torres;

- evolução da viação trazia consigo também a evolução das perspectivas aéreas.

Factores da forma arquitectónica

1. Contexto - o local, a geografia, a história que envolve a obra.

2. Função - função para a qual a obra se destina.

3. Composição - processo de projecto, ordem na arquitectura, conceitos de escala e proporção.

4. Construção - materialização da obra.




1.Contexto: cidade, necessidade de aproveitamento de espaço construção em altura
2. Função: comércio + habitação
3. Composição
4. Construção

A forma e a percepção

As formas criam percepções:


Horizontalidade

tranquilidade/repouso/estabilidade


Verticalidade

grandiosidade/dimensão/crescimento/instabilidade


Linha recta

racionalidade/rigidez

Linha curva

dinamismo

Cubo

rigidez/estabilidade/igualdade

Círculo

equilíbrio/união


Esfera

beleza/pureza

A forma na arquitectura

Para construir necessitamos da geometria, das formas básicas para depois as complexar.

Formas:

  • Shape – Como? (qualquer materialização)
  • Form – O quê? (forma como objecto)


Form - é igual, porque se trata de duas coberturas
Shape - é diferente, porque se tratam de duas formas/estilos diferentes


As formas (shape) transmitem estilos, os quais transmitem diferentes mensagens.

O Processo Arquitectónico

Processo – Acção para continuar um série de coisas que não têm fim.

O processo arquitectónico é um processo dinâmico, está sempre a desenvolver-se para encontrar uma solução para o problema inicial.

Processo de idealização – Fase de processo onde se geram ideias para a resolução do problema/necessidade que nos leva à concepção da obra (pensamento abstracto).

Processo de formalização – Passo fundamental do processo arquitectónico; as ideias já se distinguem como formas arquitectónicas.

Processo de projecto – tradução das ideias e das formas para o processo arquitectónico. Representações com escalas e proporção.

Processo de materialização - Dá-se a construção da obra arquitectónica.


Estes pontos de desenvolvimento podem-se traduzir de outra forma, como o “ porquê?”, “O quê?” e “Como?”

1. Porquê? - Ideia - Instituição
2. O quê? - Necessidade - Abrigo/Protecção
3. Como? - Resposta - Arquitectura/Espaços


Ideia – Forma – Projecto

A ideia na Arquitectura


A ideia que fica na base da concepção de uma obra arquitectónica surge maioritariamente de um dos vértices deste tetraedro, mas ao longo do seu processo arquitectónico este vai ter que dar resposta aos outros três.


Podemos tomar como exemplo o projecto para um auto-silo para Lisboa do Atelier de Santos:

Útil: ideia inicial; numa cidade com tao grande densidade populacional é necessário o maior aproveitamento de espaço possível, daí a criação de lugares de estacionamento inclinado, o que oferece 25% de aproveitamento de espaço;

Verdadeiro: o silo automóvel tem uma estrutura montável/desmontável que permite o aumento do silo em altura conforme as necessidades;

Adequado: o silo automóvel é uma opção ideal para uma cidaded como a de Lisboa em que é necessária de todo a maior poupança de espaço possóvel

Belo: o silo pode-se adequar no belo também devido às suas formas inovadoras que pôe de parte qualquer silo automóvel projectado até hoje.

Durante a evolução da arquitectura foi havendo sempre um vértice do tetraedro mais utilizado em cada época: a função foi desde os tempos mais remotos, o vértice que serviu de base à ideia arquitectónica.No entanto, no séc. XIX dá-se uma mudança, pois o lugar ganha uma importância predominante na concepção da ideia.Com a chegada do séc. XX e a necessidade de reconstrução da 1ª Grande Guerra, o útil acaba por ganhar maior importância. Agora, no séc. XXI, não existe um vértice base para a concepção arquitectónica, neste momento o arquitecto é livre de o eleger segundo as necessidades que o levam à concepção da obra arquitectónica.

Para este tema, foi-nos proposta a realização de um trabalho prático, no qual tínhamos que encontrar 4 obras arquitectónicas e colocá-las o mais convenientemente possível no tetraedro arquitectónico para o qual decidi-mos limitar a nossa base de pesquisa a obras arquitectónicas de novos arquitectos portugueses. (este trabalho encontra-se postado neste blogue intitulado “Expeting the Cherry!”)

Teoria das ideias de Platão

Segundo Platão a ideia na arquitectura não pode ser explicada (pelo menos não num princípio prévio, só quando se vive com a arte é que conseguimos relacionar as ideias e as formas e chegar a uma verdade), logo não se consegue explicar a arquitectura. Mas para dar forma à arquitectura, Platão considera que é preciso ficar com a ideia base até ao fim da concepção arquitectónica, pois esta vem dar resposta a um problema prévio, mas também tem que ser controlada pelo arquitecto, pois tem vida própria, e pode-o levar a infinitas formas diferentes.
Com isto Platão divide o processo arquitectónico em dois mundos: o mundo das ideias (Arkhe), dos sonhos, da origem da arquitectura; e o mundo da realidade (Thielos), das formas, da materialização.
Dá-se o inicio do conceito da ideia.


Ideia – Tempo - Forma