terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Fundamentos da forma arquitectónica
Com o decorrer deste trabalho irão ser mencionados a maioria destes pontos.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Desenvolvimento da arquitectura
No Renascimento Alberti pega nos conhecimentos de Virtrúvio, considerando que “um arquitecto precisa de um método para desenvolver”. Define-se o conceito de estilo, o qual até aí era só uma forma de construção.
Mais tarde, Baulé vem contrariar os conhecimentos de Virtrúvio, considerando que “há arquitectura antes da construção”, pois a arquitectura antes de ser materializada tem que ser pensada, “a arquitectura já está implícita no acto de pensar”. Baulé considerava que a arte na arquitectura está no pensamento.
Ruskin considera que é mais importante o ornamento que a funcionalidade, “o ornamento e o prazer visual são mais importantes que a finalidade”, e para ele a arquitectura tem 7 lâmpadas, que passo a citar: o sacrifício, a verdade, a força, a beleza, a vida, a recordação e a obediência.
Já Adolf Loos considera que a funcionalidade é mais importante que a arte, que só a arquitectura funerária e monumental são susceptíveis de se considerar arte, pois procuram gerar sensações. Dá-se início ao movimento moderno. É considerado o século mais importante para a Teoria da Arquitectura.
Steiner, continuando os mandamentos do modernismo acaba por abolir a ornamentação, considerando, tal como Loos, que só existiam dois tipos de arquitectura de ornamentação: arquitectura funerária e arquitectura monumental, por serem os dois tipos de arquitectura que mexem com os sentimentos, mas não têm qualquer utilidade.
A obra arquitectónica passa a depender das necessidades da sua construção e a forma passa a depender da ideia.
Primeiro tratado de arquitectura
O primeiro tratado de arquitectura era constituído por 10 livros e foi escrito por Virtrúvio, e pretendia explicar como deveria ser uma boa arquitectura, e para tal recorreu à transmissão de conhecimentos da Arquitectura clássica. Foi base da arquitectura de toda a Idade Média, mas com maior importância para o Renascimento. Onde se cria, então, o primeiro tratado de teoria da arquitectura, baseado no tratado de Virtrúvio e cuja principal ideia era a criação de uma ciência da construção e pensamento arquitectónico.Virtrúvio considera que “a arquitectura é uma ciência adornada de muitas outras disciplinas”, afirmação com a qual concordo de todo, pois para alcançar-mos uma boa arquitectura temos que passar pelo estudo prévio de várias disciplinas como por exemplo urbanismo, ergonomia, antropologia, sociologia…, as quais não podem ser ignoradas no desenvolvimento do conceito da obra.
Este tratado tinha como base três objectivos fundamentais da arquitectura:
1. Firmitas – que abrangia questões a nível técnico da construção, de materiais, de fundações…
2. Utilitas – que tem a ver com a parte funcional da arquitectura, com a sua finalidade.
3. Verustas – que domina o campo estético, da procura da beleza.
Definições de arquitectura
Conhecimento de arquitectura
Para se poder ter um total conhecimento de uma obra arquitectónica, deve-se ter em conta pontos que remetem às suas origens (onde procuramos perceber qual a ideia inicial que deu origem à criação da obra arquitectónica), fundamentos, e deve-se ver essa arquitectura como uma forma de arte e como forma de expressar sentimentos e beleza, pois, só conjugando estas quatro características da obra é que conseguimos compreender o seu conceito fundamental, as necessidades que levaram à criação dessa obra, e o porquê dela ser considerada como uma obra de arte/arquitectura. Só aí a obra poderá ser devidamente estudada e apresentada.segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
O Nó e a Grinalda
O nó é o elemento que une os dois elementos, a grinalda é o elemento mais arcaico que se conhece que representa a união. Através do no e da grinalda se construiu o conceito mais arcaico de cabana/abrigo, a partir destes elementos criou-se o conceito de lar – fogo – cabana primitiva, esta cabana foi o primeiro arquétipo e protótipo de “casa”, arquétipo pois esta conseguiu resolver as necessidades do homem.
Na cabana estão representados os dois elementos, o nó (na união de dois elementos) e a grinalda no tecido que cobre os elementos unidos pelo nó.
Tudo isto leva ao conceito de casa
Montar - Nó – Estrutura
Modelar - Espaço (fogo) - Função
Tecer - Grinalda - criar uma cobertura, paredes
A ideia de casa é mental, o importante é que o arquitecto perceba o conceito de casa.
Um fogo é tanto casa com os habitantes que nela habitam. O conceito de casa é uma ideia individual e privada. Cada arquitecto interpreta-a de uma forma própria.
Tipologia como ferramenta
Forma:
Planta – é o elemento essencial para conseguirmos caracterizar ou justificar uma determinada tipologia. A planta é uma ferramenta que distingue as funções e as formas.
(Esquiços)
Estrutura:
Secção – é o elemento que determina o tipo de construção do edifício. Dualidade entre varias arquitecturas que envolvem e vão criando novas tipologias
Carácter
Fachada – elementos decorativos que são representados nas fachadas dos edifícios
A tipologia também pode estar presente noutros aspectos, pode ser representada também sob a forma de elementos, como é o caso do arco do triunfo
Fundamentos da forma arquitectónica
Tipologia como referência
Tipo; do grego Tipos, cunho, molde
Desde o passado que toda a arquitectura assistiu a uma a”arquitectura tipo”, na idade média as catedrais, no Renascimento os palácios italianos, no séc. XIX os hospitais e no séc. XX habitações (como elemento típico da arquitectura) e edifícios públicos.
A tipologia pode ser entendida de uma forma funcional e de uma forma cronológica.
A noção de tipo implica o reconhecimento dos traços comuns que permitem reconhecer obras arquitectónicas que partilham a mesma estrutura formal. Duas das interpretações clássicas de tipologia são a concepção platónica e a concepção platónica. A concepção platónica a tipologia fica na forma e não na ideia, não tem forma concreta. Com a concepção aristotélica é preciso analisar a realidade para classificar as diferentes tipologias arquitectónicas, cria uma nova realidade depois de ser construída uma realidade
Um Mundo sem Forma
A forma começa a perder o sentido arquitectónico, interessa o tempo, o processo, fragmentação. As qualidades arquitectónicas agora estão na textura e não na forma. A união entre arquitecturas orgânicas dá lugar ao informe. O informe pode subdividir-se em três categorias:
- Fracturas; Volumes rotos, Mancha (união do mundo fragmentado e do informe, distorções, elementos independentes, relação arquitectura/paisagem)
- Distorção; paisagens artificiais
- Encurvados; organicismos descompostos( geometria pura sem ideia de chão, parede, tecto)
Fundamentos da forma arquitectónica “ Da Fragmentação ao Uniforme”
Actualmente temos vindo a assistir a uma grande mudança na arquitectura, já não assistimos a edifícios com o chamado de “forma tipo”, a fluidez é um elemento da “nova” arquitectura, não existe limites, a ausência de limites, estes já não são importantes, assistimos a uma grande mutação nas formas arquitectónicas e deixou de ser importante o conceito do edifício para dar lugar a forma, e a valorização visual e a relação do edifício com a paisagem e não a construção em si.
As geometrias diferenciadoras do século XXI
Estranhamento -
da totalidade da obra, são usadas formas orgânicas e curvas, a geometria é utilizada através de formas estranhas.
(
- de uma parte da obra, formas orgânicas apenas usadas em parte da obra
(Barajas airport, Madrid2. By Richard Rogers)
do seu ornamento, ornamentos estranhos, relação com algas, formas naturais geometrizadas
(Casa Batlo by Gaudí)
Abstracção –
Aplicando uma lei geométrica própria do edifício, regra geométrica aplicada ao edifício, interior e exteriormente
Coexistindo varias leis num mesmo edifício relacionadas por:
Sobreposição – varias leis geométricas sobrepostas (ortogonal, vertical, etc)

(Royal Opera House Walkway)
Enviazamento –
(Daniel Libeskind - Jewish Museum,
Translação –

(
Varias leis independentes no mesmo edifício –
Fragmentação-

(Casa Baldi, Roma, Paolo Portoghesi)
Eliminação de fragmentos da forma resultante
(“Wall House
Fragmentação complexa da forma

(Opera de sydney)
Desaparecimento total da lei geométrica
(Serpentine Gallery, Zaha Hadid)
Objectivos da geometria

É com Le Corbusier que a Geometria, já usada na arquitectura do passado, começa a ganhar uma nova vida. Este utiliza como o elemento fundamental o quadrado e a cruz, são estes os dois fundamentos geométricos para Corbusier. No artigo intitulado “Lições de Roma” diz que não percebe, o porque de a matemática não ser usada na arquitectura.
No livro “Os traçados reguladores” le Corbusier diz que a obrigação dos traçados reguladores de uma cidade é a garantia contra o arbítrio e proporciona a satisfação do espírito. Os traçados reguladores é uma solução, não uma receita para ser seguida a risca.
A geometria ajuda a colocar as coisas no sítio correcto, é uma ferramenta de apoio para a arquitectura, ajuda a defini-la. Corbusier utiliza esta geometria na forma de proporções, aplicando a mesma nas fachadas e na planta, como se vê na Villa schwob.
The modulor foi um sistema de proporções elaborado e amplamente utilizado por Corbusier. O sistema surgiu como uma recusa ao sistema métrico decimal as unidades como pés e polegadas. Ao invés disso, Corbusier passou a se referenciar a medidas modulares baseadas nas proporções de um indivíduo imaginário (inicialmente com
A Geometria
A geometria está presente na arquitectura e nas outras artes, desde o passado ate os nossos dias, passando pela arquitectura egípcia, a grega, a romana e no renascimento.
A geometria levava a procura da beleza, da proporção e relação com as partes. A simetria era entendia como elemento central
A geometria é usada como relações proporcionais:
A forma Na arquitectura
Horizontalidade
Verticalidade
Linha Recta
O Orgânico
O Cubo

O Circulo
A Esfera
A forma na arquitectura esta dependente de vários factores, o contexto (ideia), a função, composição e construção.
Contexto (ideia) – a ideia é aquilo que nos acompanha durante todo o processo do projecto. O contexto todos os agentes exteriores que podem modificar a nossa arquitectura, a historia, lugar, economia, tudo o que esta a volta.
A função - esta etapa é importante para a determinação da forma arquitectónica
A composição – dentro da composição temos os conceitos de escala, simetria, escala, grande e pequeno
Construção – através dela consegue a materialização da forma.
“ A forma em si não existe. Recusamos reconhecer problemas de forma, só problemas de construção. A forma não é o objectivo do nosso trabalho mas só o resultado” - Mies Van Der Rohe
O processo Arquitectónico
O processo arquitectónico passa por varias etapas, a ideia, a forma o projecto, e a materialização. Este é o desenvolvimento de um projecto em varias fases, o Porque? O que fazer? Como?
- há um problema, porquê e por que resolvê-lo?
-agarrar elementos que dêem resposta as ideias.
- forma = que?
-Projecto = como?
Com o problema surge a ideia para resolver os problemas compomos a ideia através de desenhos, pensamentos abstractos sem forma definidas
A formalização passa por dar forma concreta a ideia antes definida
O processo de projecto consiste em traduzir as formas e ideias para a representação
O processo de materialização passa por dar vida a todas as outras etapas do processo arquitectónico, esta é a finalidade prévia do processo, é a solução ao problema que dá origem a ideia. É com a materialização que a arquitectura pode ser tocada e sentida
Um objecto arquitectónico depois de construído dever ser vivido
A ideia na Arquitectura
A ideia é o ponto de partida.
É através da ideia que se dá origem a forma arquitectónica, a arquitectura tem origem na nossa mente e nela toma a sua forma, Loius kahu afirma que “… não é preciso que haja construção para que haja arquitectura”, é arquitectura a partir do momento em que a ideia toma forma na cabeça do arquitecto. Com a ideia damos resposta a problemas e a necessidades funcionais, esse problema prévio que a ideia resolve é transposto para a forma arquitectónica, e não é necessário que essa esteja construída para esses problemas serem resolvidos. Sem a ideia não há arquitectura.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
The New Baroque
Fotos de Pedro Pinella
Agradecimento a, Luciana Garcia e Rita Afonso




























